Fatores que afetam a evolução da resistência aos inseticidas


Existem diversos fatores capazes de influenciar a evolução da resistência a inseticidas atuando diferencialmente sob os processos evolutivos (mutação, seleção, fluxo gênico e deriva genética). Estes fatores são agrupados genericamente em:


- Genéticos (frequência inicial dos alelos resistentes, número de alelos envolvidos na resistência, dominância dos alelos resistentes, penetrância, expressividade);


- Bioecológicos (número de gerações por ano, progênie produzida a cada geração, monogamia/poligamia, partenogênese, tamanho da população, isolamento, mobilidade, migração, monofagia/polifagia, vantagem ou desvantagem adaptativa dos indivíduos resistentes); e


- Operacionais (natureza química do inseticida, presença de refúgio, características do produto como dose utilizada, persistência, seletividade a inimigos naturais, monitoramento e nível de ação para o controle da praga, rotação de ingredientes ativos, estágio de desenvolvimento da praga no momento da aplicação, calibração dos equipamentos de pulverização).


Apesar dos fatores genéticos e bioecológicos da praga serem de grande importância na avaliação de potencial de risco da resistência, apenas os fatores operacionais podem ser manipulados pelo homem na implementação de estratégias de manejo da resistência. Eles são determinados diretamente pela aplicação do inseticida.


Portanto, para o estabelecimento das estratégias integradas de manejo de pragas e da resistência, deve-se considerar as características do organismo (reprodução, dispersão, hábito alimentar, genética, valor adaptativo, etc), do produto (persistência do produto, natureza química, etc) e a intensidade de uso do inseticida (número de aplicações, dosagem, pressão de seleção, etc).


Confira em nosso site as recomendações do IRAC-BR para manejo de insetos.

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