METODOLOGIA
029
Aplicação tópica
Adultos
Percevejo
Euschistus heros
MATERIAIS
Recipientes arejados para coleta dos insetos (garrafas Pet ou “Tuppeware” contendo furos possibilitando a passagem do ar)
Pinça ou pincel para transferência dos insetos
Placas de Petri (100 mm × 15 mm)
Papel filtro (70–90 mm)
Micropipeta para dosagem dos ingredientes ativos líquidos e para aplicação tópica
Balança analítica para pesagem dos ingredientes ativos sólidos
Béqueres para o preparo das concentrações
Papel toalha
Vagens de feijão frescas (Phaseolus vulgaris L.)
Faca para cortar vagens
Sementes (soja, amendoim e girassol)
Água sanitária
Termômetro
MÉTODO
A) | Coletar os percevejos adultos em vários locais, de maneira aleatória na área infestada. Manter os insetos em recipientes arejados. Certifique-se que os insetos não fiquem excessivamente expostos a situações de estresses após a coleta, como variações abruptas de temperatura, falta ou excesso de umidade e falta de alimentação. Transportar os insetos para o laboratório assim que possível. Observação: Utilize uma ficha uma ficha para reportar os detalhes das amostragens e outras informações que podem ser úteis para a rastreabilidade das amostras e posterior interpretação dos resultados de suscetibilidade. |
B) | Após a chegada no laboratório, mantenha os insetos em gaiolas contendo dieta apropriada, com feijão-vagem (P. vulgaris) e uma mistura de sementes de soja, amendoim e girassol. Manter os insetos no laboratório de um dia para o outro, antes da instalação dos bioensaios. |
C) | Antes de iniciar os bioensaios, lavar as vagens de feijão frescas (P. vulgaris) com uma solução de 1% de água sanitária e deixar secar. Cortar cada vagem em 2–3 pedaços 4 a 5 cm de comprimento). |
D) | Preparar as arenas de teste colocando o papel filtro sobre o fundo das placas de Petri, umedecendo-as com 1 ml de água destilada. Acrescentar 3 pedaços de vagem de feijão em cada placa, para servir como fonte de alimento. |
E) | Transferir 5 percevejos adultos em cada placa de Petri. Cada placa de Petri é considerada uma repetição. Realizar pelo menos quatro repetições para cada concentração de inseticida. Preparar quatro repetições adicionais para o tratamento controle. |
F) | Selecionar as concentrações para obter os resultados de mortalidade que possibilite a estimativa da curva de dose-resposta do(s) inseticida(s) avaliado(s). Preparar as diluições das soluções a serem testadas em água destilada, recomenda-se testar no mínimo 5 a 6 concentrações por inseticida. Adotar um tratamento controle contendo uma solução sem inseticida (somente água). |
G) | Aplicar uma gotícula (2 µl) da solução teste no dorso, região do escutelo, de cada inseto utilizando uma micropipeta. Mantenha as placas de Petri em um local onde não haverá exposição a temperaturas extremas. Registre a temperatura máxima e mínima. |
H) | Avaliar a mortalidade às 72 horas após a exposição ao inseticida. Contar o número de percevejos mortos e moribundos. Corrigir a mortalidade de acordo com o tratamento controle utilizando a fórmula de Abbott (1925). Estimar as concentrações letais utilizando análise de Probit, para determinação da CL50, CL90 ou CL99. Se a mortalidade no tratamento controle exceder 20%, o estudo deve ser considerado inválido para caracterização da linha básica de suscetibilidade e monitoramento da resistência. |
PRECAUÇÕES E OBSERVAÇÕES
Nenhum(a).
REFERÊNCIAS E AGRADECIMENTOS
Nenhum(a).

Euschistus heros
Foto: J.J. Silva
SITUAÇÃO
Aprovado
MODO DE AÇÃO
Piretroides (3A)
Neonicotinoides (4A)
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CONTATO


